Lançamento simultâneo

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A Editora Solar dos Livros convida você para o lançamento dos livros:  

Tradução em Perspectiva: um diálogo entre tradutores e conceitos teóricos, organizado pelas professoras Aline Uchida, Liliam Marins.

Texto Original e Tradução. Tal Pai, Tal Filha? de Rosa Olher.

Dia 30/06/2021 – 19:30 – Meet

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Tradução em Perspectiva

Quando pensamos na organização do livro “Tradução em perspectiva: um diálogo entre tradutores e conceitos teóricos”, sabíamos que havia muito trabalho à frente: organizar os textos, falar com autores(as) e editoras, traduzir e revisar, revisar, revisar! Porém, quando olhamos para o que temos aqui, estamos completamente satisfeitas com nosso árduo trabalho.

Sendo assim, neste livro, você leitor(a) encontrará nove artigos sobre tradução selecionados com muito cuidado, traduzidos com esmero por nossos estudantes do 5º. ano de Letras, Bacharelado em Tradução, como proposta realizada na disciplina de “Prática de Tradução I – Textos Científicos e Técnicos”, da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Essa disciplina é uma dentre as nove outras que compõem a grade do bacharelado e subsidia a aprendizagem e o desenvolvimento da competência tradutória no trabalho com textos técnicos e científicos por meio de práticas reflexivas.

Nossa instituição foi contemplada com o curso de Bacharelado em Tradução no ano de 2006 como uma demanda da própria comunidade acadêmica do curso de Letras, cuja grande parcela já realizava trabalhos remunerados de tradução durante a licenciatura. Todavia, não existia, por parte desses tradutories[1], nenhuma formação institucionalizada para o exercício de uma prática tradutória crítica e reflexiva. Neste sentido, a partir de uma perspectiva multidisciplinar e dialógica entre diferentes campos do saber, a criação do curso possibilitou uma formação teórico-prática aos alunos e às alunas do curso, bem como a oportunidade de realização de traduções autênticas, como as que se apresentam neste compêndio.

A seleção dos textos que foram traduzidos foi pautada na necessidade de acessibilizar aos discentes e a toda comunidade acadêmica brasileira, que não têm proficiência para a realização de uma leitura fluida em língua inglesa, a leitura de teóricos e de vertentes importantes aos estudos tradutológicos e aos estudos da adaptação. Acreditamos, assim, que essa abordagem inclusiva, não apenas em termos tradutórios, mas também linguísticos, contribui para que a formação de tradutories seja mais expansiva, uma vez que possibilita que teorias do norte global circulem mais expressivamente no sul global e, em especial, nas instituições de pequeno porte que estão distantes dos grandes centros. Esta é, sem dúvida, uma ação de solidariedade, que garante a sobrevida de textos e teorias para muito além de seus contextos, línguas e culturas de partida.

Aline Uchida e Liliam Marins

Texto Original e Tradução

 A motivação inicial para este trabalho partiu, em grande parte, de minha experiência profissional. Desenvolvi, como professora de inglês no nível de graduação nos últimos anos, tanto individualmente, quanto em conjunto com outros colegas, um trabalho extraclasse com alunos dos cursos de Letras-Inglês e Secretariado Executivo Trilíngue, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), via projetos, como “Oficina de Tradução”, “Projeto de Assessoria do Secretariado Executivo Trilíngue” e “Ensino de Literatura: Leitura e Tradução”, “Laboratório de Tradução e Revisão de Textos”, projetos estes de ensino, extensão, pesquisa e prestação de serviços, respectivamente.

Por meio deles, praticamos competências tradutórias, pesquisamos e discutimos conceitos teóricos diferenciados com relação à tradução e às línguas, os quais influenciaram sobremaneira a formação de todos os participantes (docentes e discentes) e levantaram algumas questões relacionadas à tradução, ao ensino-aprendizagem de línguas estrangeiras, bem como apontaram para a importância de uma possível revisão e problematização da representação e do papel que a tradução tem, no contexto de ensino superior de língua e literatura estrangeiras.

Ao longo dessa experiência, pude observar a forma desvantajosa e até depreciadora com que a tradução é tratada nos mais diversos âmbitos acadêmicos, nos quais conceitos dominantes como os de autoria, de originalidade, de sentido fixo na palavra e no texto vêm sendo reforçados, por meio de discursos já cristalizados nas vozes daqueles que os articulam e os disseminam. Entretanto, entendo que isso possa representar o reflexo de valores socioculturais institucionalizados que remetem à própria história da tradução, na qual pressupostos equivocados com relação aos sujeitos, à sociedade, ao ensino de línguas e de literaturas estrangeiras vêm influenciando sua representação como elemento importante que é de difusão cultural, de continuidade da obra  e, ainda, constitutivo da literatura universal e do próprio leitor ao longo da história.

Uma questão estritamente ligada à da tradução, neste contexto acadêmico, é que, em alguns casos, alunos de graduação têm enfrentado problemas com relação ao estudo das literaturas estrangeiras, devido à falta de competência linguística, na língua estrangeira e na leitura do próprio texto literário, que apresenta, de modo geral, uma estética diferenciada dos demais gêneros, segundo a concepção do senso comum do que seja literatura e dos sujeitos-leitores que dela se ocupam e nela se inserem.

Rosa Olher

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